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Índice - 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6 - 7
 
 
 
     

 
   
46 - Quais São Os Principais Incovenientes E Riscos Eventuais Da Anestesia ?

Todo ato médico, mesmo conduzido com competência dentro do respeito adquirido da
ciência, comporta um risco. Atualmente o risco é o mesmo para a anestesia geral ou uma
anestesia loco-regional (anestesia medular pela peridural e anestesia raquial).

Os riscos próprios da anestesia (alergia, toxicidade dos produtos, entubação difícil, etc.) são
atualmente muito fracos. Os riscos ligados ao ato operatório nas pessoas idosas ou que
sofrem de déficits cardio-respiratórios são muito mais importantes.

Veja os principais riscos (esta lista é somente um exemplo):

- Inconvenientes e riscos da anestesia geral

As náuseas e os vômitos ao acordar são vindos com menos freqüência com as novas
técnicas e os novos medicamentos. Os acidentes ligados a vômitos dentro dos pulmões são
muito raros se os conselhos em jejum são respeitados.

A introdução de um tubo dentro da traquéia ou dentro da garganta para assegurar a respiração durante a anestesia pode provocar dores na garganta ou uma ronquidão passageira.

Os traumatismos dentários são possíveis. É a razão pelo qual nós pedimos para observar
todo aparelho ou fragilidade dentária particular.

Uma vermelhidão da veia nos quais os produtos foram injetados pode ser  observada. Ela
desaparece em alguns dias.

A posição prolongada sobre a mesa de operação pode acarretar compressões,
notadamente de certos nervos, o que pode provocar um edema ou excepcionalmente a
paralisia de um braço ou de uma perna. Na maior parte dos casos, as coisas entram em
ordem em alguns dias ou algumas semanas.

Déficits passageiros da memória podem aparecer nas horas após a anestesia.
Complicações imprevisíveis comportam um risco de morte como a alergia grave, uma parada
respiratória, uma asfixia; são extremamente raras. Para dar uma ordem de grandeza, uma
complicação séria aparece após centenas de milhares de anestesias.

- Inconvenientes e riscos da anestesia loco-regional

Em certos casos, uma repetição da punção pode ser necessária em caso de dificuldades, de
anestesia insuficiente ou incompleta. Dores de cabeça podem aparecer. Elas desaparecem
sempre com o repouso, com ingestão abundante de água, mas podem necessitar em certos
casos, de tratamento local especifico.

Uma dificuldade transitória para urinar pode necessitar da introdução de uma sonda na
bexiga. As dores no ponto de punção nas costas podem aparecer. As náuseas, prurido
passageiro, vertigens, podem aparecer durante a utilização da morfina ou de seus
derivados. Raramente uma diminuição transitória visual ou auditiva pode ser observada.

Uma queda transitória da pressão arterial poderá aparecer.

Em função dos medicamentos associados, os déficits passageiros da memória ou uma baixa
da concentração podem surgir nas horas seguintes a anestesia. As complicações mais
graves como as convulsões, a parada cardíaca, a paralisia permanente ou a perda mais ou
menos longa das sensações são extremamente raras.

Alguns casos foram descritos enquanto centenas de milhares de anestesias deste tipo são realizadas a cada ano.

 

As condições atuais da anestesia permitem encontrar e tratar rapidamente as
anomalias eventuais: o número de mortes ligadas à anestesia reduz-se continuamente
há 40 anos.

Estima-se 1 morte para 10 000 anestesias.

Atualmente na França, contam-se 190 mortes todos os finais de semana por acidente
de carro, o risco de dirigir um carro é superior ao risco operatório.



 
47 - Precisa-se Fazer Uma Transfusão ?

O sangue é um transportador de oxigênio indispensável e a tolerância da anemia (queda
de hemoglobina) é diferente de uma pessoa para outra. A necessidade da transfusão é
diferente em função do tipo de cirurgia, de seu desenrolar e de suas reservas.

A consulta anestésica permite aperfeiçoar estas reservas realizando uma estratégia
transfusional. No entanto, a transfusão se faz atualmente segundo recomendações e 
regras muito estritas para evitar os riscos de alergia e de infecções bacterianas ou virais. É
na consulta anestésica que as modalidades da transfusão são fixadas, em função do seu
estado de saúde e da intervenção prevista.

Em certos casos (próteses do quadril ou do joelho), é necessário prever a transfusão, pois
este tipo de intervenção leva a uma perda de sangue mais ou menos importante. Como se
trata de uma intervenção programada é possível prevenir, em alguns casos, por uma
autotransfusão (transfusão autóloga programada), quer dizer a possibilidade de se
transfundir com seu próprio sangue que foi retirado antes da operação. Às vezes, é
necessário prescrever sangue, a fim de favorecer a fabricação dos glóbulos vermelhos.

Quando a autotransfusão é contra indicada, em caso de perda de sangue importante, em
caso de recusa (medo de retirar), você poderá receber sangue de doadores do banco de
sangue (transfusão homóloga).

Este sangue provém de um sistema de abastecimento regular fundado na doação
voluntária, anônima e gratuita. Ele é pouco suscetível de veicular uma hepatite ou HIV, pois
as regras de abastecimento são atualmente rígidas. Este sangue é bem triado e verificado,
mas o risco zero não existe.

As precauções obtidas hoje permitem ser excepcionais os acidentes ligados à transmissão
das doenças infecciosas tais como as hepatites ou o HIV (risco viral), os acidentes ligados
a uma contaminação bacteriana, mas não podemos excluir os riscos desconhecidos.

Não se deve recusar uma transfusão justificada, ela poderá evitar o risco de complicações
graves. Os inconvenientes são raros e sem gravidade o mais comum (hematomas de
punção, calafrios, febre).

Se o seu estado de saúde precisa de uma transfusão de sangue homóloga, guarde seu
documento escrito mencionando a data da transfusão, o tipo e o número dos produtos
recebidos, o local onde a transfusão foi realizada. Após três meses, faça os exames de
sangue de controle prescritos no receituário que foi dado na sua saída (sorologias da
hepatite C e HIV).

Se você não precisar de uma transfusão e se você puder, seja um doador de sangue
regular e voluntário; atualmente, os doadores de sangue são cada vez mais raros
enquanto a cada dia milhões de pessoas precisam de transfusões sanguíneas.

 

O risco transfusional é 10.000 vezes inferior ao risco de acidente na estrada.

A procura de uma segurança transfusional máxima durante uma intervenção cirúrgica
programada necessita da aplicação de uma verdadeira estratégia transfusional.

O médico anestesista conhece bem as vantagens e os inconvenientes da transfusão e
irá propor a técnica mais apropriada ao seu caso.



48 - O Que É Uma Transfuão Autóloga Programada (Autotransfusão) ?

A transfusão autóloga programada (autotransfusão) é a transfusão de produtos
sanguíneos de uma pessoa para ela mesma.

- a autotransfusão pode-se fazer antes da operação:

É retirado o seu sangue várias semanas antes da intervenção a fim de transfundir no dia
da cirurgia. A retirada pode-se fazer em 3 ou 4 vezes (transfusão autóloga programada
seqüencial) ou de uma só vez (transfusão autóloga programada).  O objetivo é prover um
estoque do seu próprio sangue antes da intervenção a fim de poder transfundir
eventualmente no dia da intervenção. Entre a data da retirada e a data da intervenção,
seu organismo terá reconstituído em parte o sangue que foi retirado.

- a autotransfusão pode-se fazer durante a operação com a ajuda de uma máquina que
recupera e trata o sangue perdido durante a intervenção antes da transfusão.

- enfim, a autotransfusão pode-se fazer após a intervenção (em sala de observação pós-
anestésica) a partir do sangue que escoa nos drenos situados dentro da cicatriz
operatória.

 

Cada técnica tem suas indicações, suas vantagens, seus inconvenientes e seus riscos.

Somente o médico anestesista decidirá a utilização de uma técnica ou de uma outra ou
às vezes da associação destas diferentes técnicas segundo uma estratégia transfusional
adaptada a cada um e o sangramento previsível de cada intervenção.

Se você precisar de uma autotransfusão, nós aconselhamos, entre a data da retirada e a
cirurgia, de comer carne vermelha, alimentos enriquecidos em ferro.

O anestesista irá prescrever ferro em comprimidos.



49 - É Necessário Parar De Tomar Certos Medicamentos Antes Da
        Intervenção ?

Antes da intervenção, é preferível parar certos medicamentos que atuam sobre a
coagulação (antivitaminas K, aspirina, etc.), sobre o humor (antidepressivos, etc.), sobre a
inflamação (certos antiinflamatórios.). Eles devem ser suspensos vários dias antes da
intervenção e eventualmente substituídos por outros medicamentos até a intervenção.

Não se deve suspender os medicamentos por conta própria sem o parecer do médico
anestesista, do seu médico de confiança ou de um especialista (cardiologista, psiquiatra ou
reumatologista).

Outros medicamentos serão suspensos e não substituídos para diminuir o risco de
complicações após a intervenção, como os tratamentos hormonais substituídos (a fim de
reduzir o risco de flebite) ou certos tratamentos de fundo da poliartrite reumatóide em razão do risco infeccioso (suspenso em média 15 dias antes e 15 dias após a intervenção).

Em geral, os outros medicamentos podem (ou devem) prosseguir até a hospitalização.

Antes da intervenção não pare de tomar os medicamentos por conta própria: peça
conselho ao seu médico, em particular ao seu anestesista, pode ser perigoso suspender
seus medicamentos sozinho.

Atenção: não tome por conta própria a aspirina (para uma gripe, uma dor de dente, uma
dor de cabeça, etc) nos 10 dias que precedem uma intervenção (risco de sangramento).



50 - A Intervenção Cirúrgica É Dolorosa ?

Toda intervenção cirúrgica é dolorosa e requer um tratamento preventivo e sistemático da
dor.

Existem, no entanto, atualmente, várias técnicas de tratamento da dor durante e após a
intervenção. Este tratamento luta contra a dor e é seguido durante a hospitalização e
durante seu retorno ao domicilio. Estas técnicas são específicas e seguem recomendações,
elas são sempre associadas umas às outras. 

Nos dias operatórios sua dor é avaliada regularmente (quase sempre por réguas
graduadas) a fim de adaptar o tratamento e de aliviá-lo da dor. Certas técnicas de
anestesia loco-regional (anestesia troncular ou pléxica) podem ser propostas em
complemento aos tratamentos contra a dor a fim de a aliviar após a intervenção.

As técnicas de tratamento da dor são muito numerosas e específicas.

Fale de seus medos ao seu médico anestesista desde a consulta pré-anestésica, ele irá
explicar os meios de aliviar a dor. Durante a hospitalização, não deixe de dizer ao seu
médico o momento em que a dor aparecer a fim de não deixar que a dor se instale e de
permitir aliviá-la rapidamente.



 
51 - O Que Se Pode Fazer Para Não Sofrer Após A Intervenção ?

Para diminuir as dores pós-operatórias você receberá medicamentos sistematicamente
eficazes agindo contra a dor (anti-álgicos): paracetamol, morfina, antiinflamatórios em
perfusão (via intravenosa) e por via oral.

Uma técnica que necessita de sua participação poderá ser proposta em certos casos.
Trata-se de uma Analgesia Controlada pelo Paciente (PCA). A PCA utiliza um aparelho que
seu médico programa para trazer o máximo de conforto para você.

O aparelho é composto de uma seringa ou de um reservatório que contém um
medicamento para sedar a dor (mais comum a morfina) e de um dispositivo eletrônico ou
mecânico que você irá comandar por um botão. Apertando o botão como a enfermeira irá
ensiná-lo, você mesmo aliviará a sua dor administrando sua dose de medicamento anti-dor.

A bomba é regulada pelo médico, para evitar as superdosagens, e sua dor é aliviada com
toda segurança. A PCA é dotada de várias seguranças: se uma pane ocorrer, um alarme
assinalará imediatamente para a sua enfermeira. Se você está hospitalizado, durante 48
horas, uma observação regular permite adaptar os tratamentos ao  necessário. O
enfermeiro e o anestesista avaliarão suas dores com protocolos especiais, para adequar o
tratamento. Os medicamentos serão dados por cada equipe.

Em certos casos, o anestesista associará uma analgesia loco-regional em torno dos nervos
periféricos.

Todos estes tratamentos anti-álgicos são muito eficazes e a reeducação destinada à
recuperação da mobilidade pode ser iniciada precocemente.

Em caso de cirurgia ambulatorial, um tratamento anti-dor específico será prescrito para o seu retorno ao domicilio.

Evite tomar seus próprios medicamentos para a dor (anti-álgicos): a associação com os
tratamentos prescritos pode ser perigosa. No entanto, fale sobre sua dor desde o seu
aparecimento a fim de permitir um  tratamento precoce e enérgico.

Existe sempre uma solução que permite atenuar esta dor. A enfermeira e o médico
anestesista estão lá para ajudá-lo.



52 - O Que É A Sala De Recuperação Pós-anestésica ?

A anestesia, qualquer que seja, é feita em uma sala equipada de um material adequado,
adaptado ao seu caso e verificado antes de cada utilização.

No final da intervenção você será conduzido a uma sala pós-anestésica para ser observado
de forma contínua antes de ir para seu quarto. Você será observado por um profissional
enfermeiro qualificado sobre a responsabilidade de um médico. Este tempo consagrado a
sua observação após a intervenção tem como objetivo controlar os efeitos residuais dos
medicamentos anestésicos e sua eliminação e de verificar, levando em conta seu estado de
saúde, suas complicações eventuais ligadas à intervenção ou à anestesia. Esta observação
contínua pós-intervenção garante a melhor segurança possível após a anestesia e a
intervenção.

Quando o médico anestesista observa que você está completamente acordado, você será
acompanhado em seu quarto. Uma prescrição é transmitida à enfermeira a fim de seguir os
tratamentos indispensáveis e de acalmar as dores pós-operatórias.

Pense em prevenir seus parentes para que eles não se inquietem. Você estará por um bom tempo ausente de seu quarto; em média 4 a 5 horas para colocação da prótese de quadril (tempo da preparação, da anestesia, da intervenção e da observação).



53 - Questão Sendo Reformulada

A equipe editorial do site da Clínica Deckers está trabalhando na reformulação desta
questão. Em breve ela estará no ar normalmente.

     


   
54 - Quanto Tempo Dura A Hospitalização ?

A duração média de hospitalização é de 7 dias: bem menos para uma prótese de dedo, às
vezes, mais, se você é muito idoso, se você vive sozinho, em caso de complicação ou se
você está cansado.

Mas cada caso tem um tempo particular e depende de suas condições (sua idade, seu
estado de saúde, suas doenças associadas, etc.), do tipo de intervenção (a colocação de
uma prótese de dedo necessita quase sempre de uma hospitalização bem mais curta do
que de uma prótese do quadril), do desenrolar da intervenção e de sua seqüência (dor,
autonomia, complicações eventuais, etc.), de seu círculo familiar, de seu modo de vida e de
sua habitação, da necessidade ou não de partir em um centro especializado para sua
reeducação.

Cada caso é próprio, e nós aconselhamos que você fale com seu cirurgião para planificar
precisamente seu dia de entrada e prever seu dia de saída. Mas será necessário em
seguida confirmar com a equipe que lhe acompanha, pois sua saída pode ser mais cedo
ou mais tarde do que o previsto.



55 - Quais São As Principais Etapas Da Hospitalização ?

Antes da intervenção:

A entrada no hospital se faz, em geral, na véspera da intervenção (às vezes na manhã
mesmo). Desde sua chegada, você será recebido pela equipe paramédica que irá
prepará-lo (limpeza, depilação da zona a ser operada, banho) fará os exames de sangue e
às vezes, as radiografias suplementares.

Na maior parte do tempo, você será examinado e interrogado uma última vez pelo cirurgião
que irá operá-lo. Em certos serviços hospitalares, você será convidado a participar de uma
reunião com o “staff” (este “staff” reúne a equipe médica cirúrgica, para verificar que seu
dossiê está em ordem). É necessário ir vestido com pijama para ser examinado uma última
vez. Enfim, o anestesista irá visitá-lo para a prescrição da noite e do dia seguinte. Na noite
da intervenção, tome o sonífero prescrito pelo anestesista. Você deverá estar em jejum
(não comer e nem beber nada) durante as seis horas que precedem a hora prevista da
anestesia: é a regra do “nada após a meia-noite”. Você poderá tomar seus medicamentos
habituais no momento prescrito, talvez, somente um gole de água. Você não deve
consumir álcool nem fumar durante as doze horas precedentes a anestesia.

Não utilize batom, nem esmaltes. Evite as lentes de contato. Não utilize bijuterias, nem
objetos de valor. Você receberá em certos casos uma injeção sobre a pele de um
anticoagulante (Heparina de Baixo Peso Molecular: HBPM) para fluidificar o sangue e evitar
o risco de flebite.

Na manhã da intervenção, você será preparado (ducha, sabão, xampu), irão pedir para retirar as lentes de contato e o aparelho dentário móvel, depois uma “pré-medicação”
(prescrição médica de um tranqüilizante para relaxar) será administrada.

Um enfermeiro irá buscá-lo (você estará vestido somente com um “um roupão”) e irá levá-lo
à sala de indução onde você será preparado para a anestesia. Todos os membros da
equipe do bloco operatório utilizam um gorro, uma máscara, um macacão do bloco
operatório e são então dificilmente reconhecidos, não se inquiete, os médicos que se
ocuparam de você estarão presentes. Todas estas precauções são feitas para lutar contra
as infecções micro-bacterianas (cf. questão 25). Enfim, talvez você sinta frio (sala
operatória equipada com fluxo laminar).

Em seguida, após a indução anestésica você será operado e a prótese será implantada.
No final da intervenção, você não terá, em geral, um gesso mas um curativo.


Após a intervenção:

Após a intervenção, você será observado várias horas na sala de recuperação pós-
anestésica. Você será aquecido e às vezes transfundido, serão administrados antibióticos,
medicamentos eficazes contra a dor, às vezes antiinflamatórios, ou outros tratamentos
necessários ao seu caso. Você será reconduzido ao seu quarto assim que o anestesista
achar que seu estado de saúde permite.

As 48 primeiras horas são sempre desconfortáveis principalmente para a cirurgia do
quadril, do joelho e do tornozelo: você está acamado, cansado, você não poderá ir ao
toalete e você será obrigado a utilizar a bacia, se você foi operado do quadril ou do joelho.
Você ficará no soro (gota a gota), dreno de aspiração (pequenos tubos que aspiram o
sangue e evacuam dentro do recipiente próprio para evitar a constituição do hematoma).

Em certos casos, você terá sensações desagradáveis: febre, insônia, falta de apetite, falta
da sensação do gosto da comida, constipação intestinal devido a estar acamado e a
dependência para evacuar sobre um coletor, às vezes um incômodo para urinar, a voz é
rouca ou a garganta sensível ligado a entubação, uma passagem de ar, uma apreensão ou
baixa auto-estima. Todas estas situações desagradáveis são habituais e sempre
passageiras, fale ao médico que o acompanha, não faça nada por conta própria, se
persistir ele irá prescrever medicamentos adequados.

Você irá recomeçar a reeducação fisioterápica. O fisioterapeuta irá mostrar os movimentos
proibidos, as posições a evitar para não luxar a prótese.

Se você foi operado do quadril, do joelho ou do tornozelo, você poderá se sentar no bordo
da cama e se for possível o fisioterapeuta irá instalá-lo na cadeira.

Para os dedos, o cotovelo ou o ombro, o levantar é precoce. Você será guiado para
começar a reeducação, movimentando primeiro as partes do corpo são e após, o membro
operado. Você começará por um trabalho passivo com ajuda do fisioterapeuta e às vezes
usando uma aparelhagem adaptada (em particular para os joelhos e os dedos) depois
iniciará um trabalho ativo com a ajuda do fisioterapeuta respeitando os conselhos do
cirurgião.

Para os quadris, os tornozelos e os joelhos, você começará a aprendizagem das muletas
para caminhar a partir do terceiro dia. Pouco a pouco, você irá progredir fazendo
regularmente os exercícios aprendidos.

Durante sua hospitalização, exames complementares serão realizados (exames de sangue,
radiografias), para verificar se tudo vai bem, o curativo será trocado. A articulação operada
poderá ficar um pouco edemaciada e dolorida (os medicamentos contra a dor e o gelo
aliviarão com eficácia).

A alta hospitalar será, às vezes, um pouco mais cedo ou um pouco mais tarde conforme a
situação.

     
 

Todas estas informações são dadas a tíitulo informativo, elas podem variar segundo a
intervenção e as rotinas da equipe cirúrgica.



   
56 - Quanto Tempo Dura A Intervenção ?

A resposta mais lógica é: “o tempo que for necessário”. O tempo da intervenção depende
de numerosos fatores.

Assim por exemplo, a colocação de uma prótese total do quadril de primeira intenção, em
uma pessoa que não tem grande deformação, necessita em média de 4 a 5 horas: 1 hora e
meia para o ato cirúrgico mesmo; é preciso acrescentar o tempo necessário para efetuar a
anestesia, a instalação sobre a mesa operatória, a desinfecção cutânea, o acordar (em sala
de observação pós-intervenção) Você estará então ausente do seu quarto pelo menos por
4 a 5 horas.

Esta intervenção pode ser muito mais longa quando já existiu uma cirurgia prévia no
quadril, em caso de obesidade e claro em caso de troca da prótese.

Os métodos de anestesia modernos são adaptados de acordo com a duração da
intervenção, às vezes, muito longos.

"O tempo que for necessário".

É, com efeito, difícil de responder precisamente a esta questão, tudo depende do tipo
de intervenção, do seu estado de saúde e de dificuldades encontradas durante a
intervenção.

Nós aconselhamos perguntar ao seu cirurgião, o tempo médio previsto no seu caso



   
57 - Quem Organiza A Saída Do Hospital ?

Sua alta será organizada pelo seu cirurgião.

A organização prática da alta é feita pela equipe paramédica (a secretária e a enfermeira)
que organizarão o meio de transporte adequado (táxi, ambulância, carro particular...).

A saída é feita com uma pessoa da família ou próxima, ou com a ambulância. Você terá uma
prescrição para ser seguida após sua alta: tratamento local, curativo, retirada dos pontos,
tratamento anticoagulante, medicamentos para aliviar a dor, pedido de uma enfermeira a
domicilio, etc. e a prescrição feita pelo seu médico.


Tudo será organizado em colaboração com seu cirurgião e seus parentes.
Você efetuará (você mesmo ou seu parente próximo) os últimos procedimentos
administrativos (saída do hospital, pagamento do telefone, do acesso à televisão, etc.).

As fichas devem ser encaminhadas ao plano de saúde. Guarde uma cópia (utilize-a em
caso de perda ou roubo).


 

 
   
58 - Que Precauções Tomar Após A Saída Do Hospital ?

Após a colocação de uma prótese (qualquer que seja ela):

- a recuperação deve ser calma e harmoniosa a fim de retomar tranqüilamente uma vida
normal sem excessos.

- descanse até a consulta com seu cirurgião;

- nós aconselhamos o prosseguimento do tratamento antálgico por alguns dias, e
eventualmente o "gelo" no membro operado e sua elevação, para diminuir o edema
reacional;

- é necessário cuidar da sua cicatriz, de deixá-la limpa e seca (não lavar na ducha antes da
completa cicatrização). Os fios são retirados normalmente mais ou menos no 15° dia, pela
enfermeira;

- os movimentos exagerados e as posições forçadas ligadas a certas atividades
quotidianas ou esportivas, devem ser evitados nos primeiros meses, pois são movimentos
com perigo de luxação. Estes gestos serão explicados pela equipe do hospital (médicos,
fisioterapeutas, enfermeiros.);

- a reeducação deve ser leve, não dolorosa e progressiva, sem forçar e adaptada à
prescrição do cirurgião;

- para as próteses do membro inferior (quadril, joelho, tornozelo) é normal caminhar com
uma ou duas muletas durante vários dias; para as próteses do membro superior (ombro,
cotovelo, mão-punho),a articulação é comumente imobilizada entre as sessões de
reeducação;

- a retomada da atividade sexual, recomeça quando você se sentir pronto, evitando as
posições acrobáticas;

As outras precauções são muito variadas em função do tipo de prótese. Por exemplo, se
você tiver uma prótese do quadril:

- após sua saída do hospital, as meias elásticas devem ser colocadas nas duas pernas, dia
e noite, desde a primeira consulta com o cirurgião para evitar as tromboses venosas (cf.
questão 35) que poderão surgir pelo fato da imobilização do lado operado;

- no caso de retorno ao domicilio: é preferível organizar seu habitat. Assim, é melhor evitar
as escadas, às vezes perigosas com as muletas, então durma no primeiro andar, se seu
quarto fica no 2° andar, coloque um adaptador de vaso sanitário, barras de apoio no
banheiro e um tapete antiderrapante e uma cadeira de ducha com ponteira antiderrapante
(as duchas são desaconselhadas no inicio), andar com boas pantufas ou sapatos
antiderrapantes, enfim, preferir cadeiras altas e com braços;

- se você for a um centro de reabilitação, todas as precauções deverão ser mantidas;

- é sempre necessário continuar o tratamento anti-coagulante durante algumas semanas:
picadas (injeções subcutâneas todos os dias de uma heparina de baixo peso molecular) ou
de anti-coagulante por via oral (anti-vitamina K). Para monitorar estes tratamentos,
exames de sangue são necessários: para as heparinas, é necessário observar as
plaquetas 2 vezes por semana (elas devem ficar acima de 150 000/mm3) e para as AVK, é
necessário observar o INR (International Normal Ratio) que deve se situar entre 2 e 3
(acima de 5, existe um risco de sangramento e abaixo de 2, é ineficaz) ou um Tempo de
Quick (TP) próximo de 30%; o resultado deve ser mostrado ao seu médico.


     

Algumas precauções foram necessárias antes da intervenção, algumas precauções são
necessárias após a intervenção. Elas existem em função do tipo de prótese, da via
cirúrgica e do seu estado de saúde.

Nós propomos que você faça todas as perguntas ao seu cirurgião para conhecer as
precauções que são: duração dos medicamentos analgésicos, “gelo” na articulação
operada, data da retirada dos pontos, possibilidade de tomar uma ducha, duração do
tratamento anticoagulante, da utilização de muletas, de meia elástica, duração da
reeducação, possibilidade de retomar uma vida sexual normal, exames de sangue
necessários.



59 - Quanto Tempo Dura A Licença Para O Afastamento Do Trabalho ?

Tudo depende da sua idade, do seu trabalho (trabalho de força, trabalho manual), do
trajeto a efetuar para trabalhar, do seu passado, do seu estado geral, do tipo de prótese
implantada, da técnica...

Ele é geralmente de 3 meses; às vezes um pouco mais curto para as próteses do membro
superior (ombro, cotovelo, dedos, etc.), em caso de atividades profissionais pouco físicas,
às vezes mais longa, se você é trabalhador manual ou de força, ou quando os trajetos para
chegar ao local de trabalho são longos.

O afastamento de trabalho é de mais ou menos 3 meses, mas cada caso é analizado em
particular. Fale logo com seu médico para antecipar, organizar e prevenir seu chefe.

Quando você for hospitalizado, envie um papel da hospitalização, dentro de 48h ao seu
chefe e ao plano de saúde (isso equivale a uma licença de afastamento de trabalho).



   
60 - Qual é o objetivo da reeducação ?

No ideal, a reeducação engloba o ato operatório:

Antes da intervenção, o fisioterapeuta se esforçará, apesar de sua dor, para manter um
bom tônus muscular e as amplitudes articulares satisfatórias; esta preparação muscular a
cirurgia favorece o resultado funcional da intervenção.

Desde o dia seguinte da intervenção, quando for possível, a fisioterapia é iniciada a fim de
levar, o mais rápido possível, a sua autonomia. As diferentes fases da reeducação são bem
conhecidas;

- contrações musculares;

- conhecimento dos movimentos proibidos, treinamento higiênico (como se virar na cama,
se levantar, colocar a bacia, fazer sua toalete, etc.);

- mobilizações passivas e depois ativas com ajuda do fisioterapeuta (mobilizações manuais
ou feitas por um aparelho);

- trabalho ativo para as diferentes próteses a fim de permitir encontrar o mais rápido
possível uma boa função da articulação (mobilidade e estabilidade), marcha, para o quadril;

- treinamento por exercícios simples e adaptados ao seu caso, fazê-los todos os dias;

- conselhos com auxílio técnico para uma autonomia suficiente e preservar sua nova
articulação (preensão de objetos, para pegar os objetos jogados ao solo, adaptador de
vaso sanitário, barras de apoio na ducha e nos toaletes).

Após a hospitalização, a reeducação pode ser realizada em clinica de reeducação ou a
domicilio; para melhorar sua mobilidade.

A reeducação é muito variável: ela depende de você (idade, necessidade, capacidades,
dinamismo, doenças associadas) do tipo de prótese e da via cirúrgica, de como foi feita a
cirurgia, do pós-operatório, enfim de seu modo de vida e do seu círculo familiar.

Alguns cirurgiões consideram que uma pessoa dinâmica e com um círculo familiar próximo
podem ir diretamente para casa sem fisioterapia. Outros prescrevem mais tarde sessões
de hidroterapia (após cicatrização completa), para obter o mais rápido a mobilidade e uma
musculatura satisfatória. Em todos os casos, o trabalho de reeducação com peso ou com
halteres deve ser imperativamente avaliado (ou evitado) pois ele pode provocar dores e contraturas.

     

A fisioterapia é sempre benéfica, mas ela não é sempre indispensável.

A reeducação é fundamental para as próteses de joelho e de ombro. A marcha é melhor
para a reeducação nas próteses do quadril.

Siga os conselhos do seu cirurgião e marque uma consulta com um fisioterapeuta
especializado, conheça bem o tipo de cirurgia, principalmente se você for diretamente
para sua casa após a intervenção.

 

 
     

     
         
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