Síndrome da Banda Iliotibial Orientações Médicas / Ortopedia  

O que é a síndrome da banda iliotibial?

A banda iliotibial é uma camada densa e fibrosa de tecidos conectivos, que tem origem na Espinha Ilíaca Antero superior (aquela protuberância óssea na região anterior do tronco) e se dirige para baixo, pela parte externa da coxa atravessando o lado externo do joelho e se ligando à parte lateral de cima do osso da perna (tíbia). A síndrome é caracterizada pela inflamação da extremidade inferior desta banda.




Como ocorre?

Ao flexionar e estender o joelho, a parte inferior da banda passa por cima do côndilo femoral lateral, uma saliência óssea do fêmur que está na logo acima do joelho. Quando existe atrito entre essas duas estruturas, a banda iliotibial fica irritada e inflamada, causando dor.

É mais comum em corredores de longas distâncias e ciclistas, mas qualquer atleta que tenha os fatores facilitadores do encurtamento desta banda pode desenvolver a síndrome.

Os fatores predisponentes do encurtamento da banda são:

• Músculos tensos no quadril, pélvis ou perna,

• Diferença de comprimentos entre as pernas,

• Desalinhamento dos membros inferiores, como: joelho varo, rotação interna do joelho, pé plano,

• Correr em superfície inclinada ou com calçados que causem muito desgaste na parte externa do calcanhar.


Quais são os sintomas?

Dor na parte lateral do joelho.


Como é diagnosticada?

O médico examinará o joelho à procura de sensibilidade e de tensão na banda iliotibial.


Como é tratada?

O tratamento pode incluir:

• Aplicação de compressas de gelo sobre a tira iliotibial por 8 minutos, seguidos de 3 minutos de pausa. Esse ciclo deve ser repetido até completar 20 a 30 minutos, pode ser feito a cada 3 ou 4 horas, por 2 a 3 dias ou até que a dor desapareça.

• Massagem com gelo: Congele água em um copo descartável e rasgue a parte de baixo dele. Esfregue o gelo sobre o joelho por 5 a 10 minutos.

• Uso de medicamentos antiinflamatórios, de acordo com a prescrição do médico.

• Alongamentos, recomendados pelo médico e fisioterapeuta.

• O médico pode aplicar uma injeção de corticosteróide para ajudar a diminuir a inflamação e a dor.

Enquanto o joelho se recupera, a atividade anteriormente praticada sem problemas, deve ser substituída por ma que não agrave a lesão. Por exemplo, andar de bicicleta ao invés de correr.



Quando retornar ao esporte ou à atividade?

O objetivo da reabilitação é que o retorno do paciente ao esporte ou à atividade aconteça o mais breve e seguramente possível. O retorno precoce poderá agravar a lesão, o que pode levar a um dano permanente.

Todos se recuperam de lesões em velocidades diferentes e, por isso, para retornar ao esporte ou à atividade, não existe um tempo exato, mas quanto antes o médico for consultado, melhor.

O retorno ao esporte acontecerá, seguramente, quando o paciente:

• Dobrar e esticar totalmente o joelho, sem sentir dor.

• O joelho e a perna recuperarem a força normal, em comparação ao joelho e perna não lesionados.

• Correr em linha reta, sem sentir dor ou mancar.

• Correr em linha reta a toda velocidade, sem mancar.

• Não apresentar edema no joelho.

• Fizer viradas bruscas ou abruptas a 45º.

• Fizer viradas bruscas ou abruptas a 90º.

• Puder correr fazendo o “8” de 18 metros.

• Correr fazendo o “8” de 9 metros.

• Pular com ambas as pernas e depois pular só com a perna lesionada, sem sentir dor.

Como evitar a síndrome da banda iliotibial?

A melhor maneira de evitá-la é fazendo aquecimento e alongamento adequados antes do exercício.



Exercícios de reabilitação da síndrome da banda iliotibial:

*** Atenção, cuidado ! Sempre faça os seus exercícios acompanhado por um profissional

A reabilitação deverá acontecer de maneira progressiva e durará em média 6 meses.

Os exercícios a seguir são apenas um guia de tratamento básico, por isso o paciente deve fazer a reabilitação acompanhado de um fisioterapeuta, para que o programa seja personalizado.

A fisioterapia conta com muitas técnicas e aparelhos para atingir os objetivos, como: analgesia, fortalecimento muscular, manutenção ou ganho da amplitude de movimento de uma articulação, etc, e por isso, o tratamento não deve ser feito sem a supervisão de um profissional.








1 - Alongamento da Tira Iliotibial (em pé):

Em pé, cruzar a perna boa na frente da lesionada e curvar-se para baixo, tocando a mão nos dedos dos pés.

Manter essa posição por 30-60 segundos.

Levantar e repetir 3 vezes.



2 - Alongamento da tira iliotibial (de lado):

Com o lado lesionado perto da parede e apoiar a mão do lado lesionado na parede.

Cruzar a perna boa sobre a perna lesionada, mantendo o pé da perna boa estável.

Inclinar o corpo contra a parede.

Manter o alongamento por 10 segundos e repetir.










3 - Alongamento em Pé da Panturrilha:

Ficar de pé, com os braços estendidos para frente e as mãos espalmadas e apoiadas em uma parede na altura do peito. 

A perna do lado lesionado deve estar, aproximadamente, 40 cm atrás da perna do lado são. 

Manter o lado lesionado estendido, com o calcanhar no chão, e inclinar-se contra a parede. 

Flexionar o joelho da frente até sentir o alongamento da parte de trás do músculo da panturrilha, do lado lesionado. 

Manter essa posição de 30 a 60 segundos e repetir 3 vezes.






4 - Alongamento na Parede da Musculatura Isquiotibial:

Deitar de costas no chão, com as nádegas próximas ao batente de uma porta aberta, de forma que a perna sã fique totalmente estendida através dela.

A perna lesionada deve estar sempre levantada e encostada contra a parede, de modo que seu calcanhar descanse contra o batente. 

Um alongamento muito forte será sentido na parte posterior da coxa.  

Manter por 60 segundos e repetir 3 vezes.










5 - Alongamento do Quadríceps:

Em pé, de cabeça erguida, manter o lado são do corpo junto a uma parede e apoiar a mão contra ela.

Com a outra mão, segurar o tornozelo da perna lesionada e levar o calcanhar para cima, em direção à nádega, sem arquear a coluna.

Manter a posição por 30 a 60 segundos e repetir 3 vezes.

 






6 - Postura do Quadríceps Vastus Medialis:

Sentar no chão com a perna lesionada estendida à frente.

Tentar contrair o músculo da parte de cima da coxa, empurrando a parte de trás do joelho para baixo em direção ao chão.

Concentrar a contração na parte interna da coxa.

Manter essa posição por 5 segundos e repetir 10 vezes. 

Fazer 3 séries.






7 - Elevação Com a Perna Estendida:

Deitar com a perna do lado lesionado estendida e a sã dobrada, com o pé apoiado no chão. 

Puxar os dedos do pé da perna lesionada em direção ao tronco, o máximo que puder.

Contrair os músculos da parte de cima da coxa e levantar a perna estendida, de 10 a 15 centímetros do chão.

Manter a posição de 3 a 5 segundos e, lentamente, abaixar a perna.

Repetir 10 vezes e fazer 3 séries.






8 - Adução do Quadril Deitado de Lado:

Deitar sobre o lado lesionado, com a perna de cima dobrada e o pé posicionado sobre o solo à frente da perna lesionada, que permanece estendida.

Elevar a perna lesionada, o mais que puder, mantendo os quadris firmes.

Manter 5 segundos e, lentamente, abaixar a perna.

Repetir 10 vezes e fazer 3 séries.






9 - Agachamento na Parede Com Bola:

Ficar em pé com as costas, ombros e cabeça encostados em uma parede, olhando para frente.

Manter os ombros relaxados e os pés, um pouco afastados da parede, separados na mesma distância dos ombros.

Colocar uma bola média entre os joelhos.

Sem tirar o tronco, a cabeça e os ombros da parede, agachar e, ao mesmo tempo, apertar a bola entre as pernas.

Manter essa posição por 10 segundos e, lentamente, voltar para a posição inicial.

Repetir 20 vezes.






10 - Adução do Quadril Com a Faixa Terapêutica:

Em pé, de lado para uma cama, com o lado lesionado mais próximo dela.

Prender uma faixa elástica no “pé” da cama e a outra extremidade, da faixa, no tornozelo da perna lesionada.

Mantendo o joelho da perna lesionada estendido, levá-la
através do corpo, afastando-a da cama.

Retornar à posição inicial. Repetir 10 vezes e fazer 3 séries.

 



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