Patologias Pulmonares da Criança Orientações Médicas / Pneumologia  

Na criança, a doença respiratória crônica mais comum é a asma, pois afeta cerca de 20% da população infantil. Por esta razão, temos uma capitulo especial sobre a asma. Caso deseje vê-lo agora, clique aqui.

Já as doenças agudas que afetam nosso sistema respiratório com maior freqüência são as infecções:

• Virais:

a) Resfriados, faringites, amidalites e laringites

b) Bronquiolite que afeta os lactentes levando a um quadro de chiado, tosse e falta de ar. Este quadro pode ser leve a grave levando a hospitalização.


• Bacterianas:

c) Amidalites

d) Sinusites

e) Broncopneumonias e pneumonias



• Microbacterianas: Tuberculose


A tuberculose é uma doença infecto-contagiosa provocada pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis). Se corretamente tratada, a doença tem cura. O tratamento é feito em postos das Secretarias Municipais de Saúde, com a distribuição gratuita dos remédios.

A transmissão ocorre quando uma pessoa com tuberculose pulmonar e bacilífera – aquela com exame de escarro positivo, ao tossir, espirrar ou falar, elimina bacilos no ar que são aspirados por outra pessoa. Dependendo do sistema imunológico do contactuante e da quantidade de bacilos aspirada, este poderá ou não ter a doença. A incidência da tuberculose é maior nos mais pobres que vivem em conduçoes precárias e tem maior chance de se contaminar. Individuos com AIDS, alcoolismo e diabetes mellitus, adoecem com mais freqüência.



• Fungos:

Aspergilus, Cândida, Pneumocistis. Estes organismos costumam infectar pacientes com imunodepressão.




Entre as doenças menos comuns, mas são importantes por sua gravidade, podemos citar:


• Má-Formações Congênitas:

Enfisema lobar congênito, fistula esôfago-traqueal, hérnia diafragmática, cisto de pulmão, hipoplasia pulmonar, doença adenomatoide cística, seqüestro pulmonar e anel vascular.



• Laringo-Traqueomalácea



• Doenças Aspirativas:

Refluxo gastroesofágico, disfunção da deglutição e aspiração de corpo estranho.



• Fibrose Cística:

Doença genética, autossômica recessiva, cujo defeito está localizado no cromossomo 7. Os pais são portadores, mas não tem sintomas. Mais de 1500 mutações já foram relatadas.

Doença complexa, multisistemica ocasionada por uma alteração nos canais de Cloro presentes no sistema respiratório, gastrointestinal, pancreas, glândulas do suor e sistema reprodutor masculino. Este defeito acarreta desisdrataçao das secreóes produzidas por estes orgãos. Este muco espresso e viscosos vai fechando pequenos brônquios e leva a infecções pulmonares de repetição. Secreções viçosas também podem obstruir os canais do pâncreas e fígado e intestino. O mecônio espesso pode ocasionar obstrução do intestino do RN: íleo meconeal.

Incidência: branco 1:3200; negro 1:15000; asiático 1:31000.

Diagnóstico é feito através do teste do suor(dosagem da concentração de Cloro ≥60 mEq/L) e quadro clinico sugestivo. Alguns paises fazem screening neonatal através de uma gota de sangue colhida do calcanhar (nível de tripsinogenio imunoreactivo).


* Os sintomas da Fibrose Cística:

• Suor salgado

• Obstrução intestinal

• Fezes fétidas e gordurosas

• Sunisites e infecções pulmonares

• Tosse e chiado crônico

• Retardo do crescimento

• Arredondamento das pontas dos dedos

• Problemas hepáticos, diarréia, prolapso do ânus.


A doença pulmonar é a principal causa de morbidade e mortalidade. No RN o pulmão é praticamente normal, mas com o passar do tempo, adquirirem infecções virais comuns da infância e pneumonias bacterianas. Estas infecções levam a destruição do pulmão sendo as vezes necessário recorrer ao transplante.

Não existe cura. O tratamento visa retardar o aparecimento das complicações. A gravidade da doença também varia de criança para criança, tendo casos leves.

O tratamento inclui: antibióticos para prevenir e tratar infecções; broncodilatadores ; mucolíticos acompanhados de fisioterapia respiratória intensa; vitaminas especiais e enzimas pancreáticas.

A criança também deverá:

1) Praticar exercícios físicos que ajudarão na eliminação da secreção do pulmão e fortalecerão o coração e pulmão

2) Evitar fumo inclusive passivo

3) Beber muito liquido para manter a secreção pulmonar mais fluída.

4) Alimentar-se bem e consumir calorias extras, dieta hipercalórica

5) Tapotagem e técnicas fisioterápicas de desobstrução dos brônquios

6) Lavar as mãos com freqüência para evitar infecções


• Bronquiectasias:


Bronquiectasia é uma dilatação irreversível de porções dos brônquios devida à lesão da parede brônquica.

A bronquiectasia não é em si uma doença isolada, mas é produzida de diversas maneiras e é conseqüência de diferentes processos que lesam a parede brônquica, interferindo direta ou indiretamente em suas defesas.

A condição pode ser difusa ou pode afetar somente uma ou duas áreas. Tipicamente, a bronquiectasia causa dilatação dos brônquios de calibre médio, mas, freqüentemente, os brônquios menores localizados abaixo apresentam cicatrização e obstrução.


* Principais causas da Bronquiectasia:

• Infecções respiratórias:sarampo,coqueluche, infecção por adenovírus ou bacteriana (por exemplo, por Klebsiella, Staphylococcus ou Pseudomonas).Tuberculose,fungo e Mycoplasma

• Obstrução brônquica: Aspiração de corpo estranho Aumento de tamanho de gânglios linfáticos Tumor pulmonar Tampão de muco

• Lesões por inalação: causada por vapores, gases ou partículas nocivas e aspiração de conteudo gástrico.

• Distúrbios genéticos: Fibrose cística, discinesia ciliar, deficiência de alfa1-antitripsina

• Anormalidades imunológicas: Síndromes de deficiência imunoglobulínica, disfunções dos leucócitos, deficiências do complemento.

• Disturbios auto-imunes: artrite reumatóide e a colite ulcerativa

• Abuso de drogas , infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), Síndrome de Young (azoospermia obstrutiva) e Síndrome de Marfan


* Prevenção:

As vacinações infantis contra o sarampo e a coqueluche; as vacinas da pneumocócicas e da gripe têm ajudado a reduzir o número de indivíduos que desenvolvem bronquiectasia.  O uso de antibióticos adequados na fase inicial de infecções, como a pneumonia e a tuberculose, também pode evitar a bronquiectasia ou reduzir sua gravidade.

A administração de imunoglobulinas em uma síndrome de deficiência imunoglobulínica pode evitar a ocorrência de infecções recorrentes e complicações derivadas das mesmas. A aspiração de corpos estranhos até as vias aéreas deve ser prevenida pelo controle rigoroso do que as crianças colocam na boca. Cuidados com pacientes com problemas neurológicos e dificuldade de deglutição ou regurgitação.


• Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC):

Doença pulmonar obstrutiva crônica é uma denominação muito usada para o paciente com bronquite crônica e/ou enfisema pulmonar que, com freqüência, coexistem no mesmo paciente, predominando uma ou outra, sendo que ambas têm como principal agente causal o cigarro. Os sintomas são tosse com expectoração, chiado e falta de ar.


 

 


Pode-se marcar consulta com a Dra. Anna Lucia Cabral na recepção da Clínica Deckers.
Ele atende às quartas-feiras no período da tarde, com horário previamente marcado por telefone







 
 
 
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